quarta-feira, 21 de outubro de 2009

G1/noticias/internacional

“Teerã está escura e fria nessa noite. Estou ouvindo gritos. Assustador.” Sexta, 16 de Outubro de 2009. Um internauta identificado como Mohamad Reza descreve para o mundo o clima sombrio que paira sobre a capital do Irã no dia seguinte às eleições presidenciais do país. O presidente Mahmoud Ahmadinejad declarava-se reeleito e aparecia sorrindo nos canais de TV locais. O opositor Mir Hossein Mousavi, derrotado, foi a público para chamar o resultado de “farsa”. Um grande número de pessoas tomou as ruas para protestar. Como esperado, a polícia do regime teocrático reprimiu as manifestações com violência. “Teerã está escura e fria nessa noite” O sussurro de medo do internauta Teerã foi ouvido no resto do mundo por meio do Twitter, o site de mensagens da internet usado por 20 milhões de pessoas. Nos dias seguintes, com a oposição nas ruas e o governo usando força e censura para sufocá-la, o sussurro do Twitter cresceria para tornar-se um protesto, um grito e, finalmente, um clamor que tomou conta da blogosfera e terminou por criar um movimento mundial de solidariedade aos iranianos.
O que ocorreu no Irã na semana passada pode ser definido como uma rebelião 2.0, talvez a primeira da história, certamente aquela de maior importância desde a popularização da rede, em meados dos anos 1990..
Quando a polícia agrediu e matou manifestantes nas ruas de Teerã, as imagens captadas por celulares e câmeras clandestinas foram postadas no YouTube – e os links imediatamente colocados no Twitter. O site de imagens que pertence ao Google avisou que abriria uma exceção e permitiria a veiculação de imagens de violência, que normalmente são vetadas. Quando opositores foram presos e correu o boato de que a família do ex-presidente Ali Akbar Hashemi Rafsanjani estava proibida de sair do país, a notícia circulou pelo Twitter, embaraçando o governo. No início desta semana, com a maior parte da imprensa estrangeira expulsa do país e aqueles que ficaram tendo sido impedidos de ir à rua trabalhar, o Twitter tornou-se uma das poucas fontes de informação sobre o que se passava dentro do Irã.
Por que o Twitter tornou-se o veículo por excelência da sublevação iraniana? Primeiro, pela rapidez. Levam-se horas para escrever um bom texto jornalístico, mas os 140 caracteres máximos das mensagens de Twitter saem pelos dedos em segundos. Depois, porque o Twitter está em toda parte, com qualquer pessoa, basta um telefone celular com capacidade de enviar mensagens escritas ou um computador conectado à internet. Na manhã da sexta-feira 19, enquanto o aiatolá Khamenei conduzia as orações em Teerã, suas palavras de apoio ao governo foram transmitidas (e criticadas) instantaneamente, por centenas de fontes simultâneas. Cada usuário do Twitter é um repórter em potencial e é impossível controlar todos eles sem tirar do ar a internet e a telefonia celular.

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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Quem não se digitaliza se...

Ricardo Noblat e Guilherme Kujawsky analisam o novo momento do jornalismo on-line e dão dicas de como se destacar neste cenário.

Transformação, esta palavra resumi bem a palestra do jornalista e blogueiro Ricardo Noblat sobre a mídia eletrônica e a necessidade de renovação do meios convencionais.
Segundo Noblat, não adianta o jornal impresso querer competir com a mídia eletrônica da forma que é, desde o seu início.O jornalista acredita que ninguém vai pagar pra ter informação se a internet a oferece gratuitamente e ilimitadamente. Ricardo disse ainda que para continuar vivo o impresso precisa reinventar seu formato e a forma de distribuição.
Ricardo falou também sobre as vantagens do jornalismo on-line já que esta permite a democratização da informação, e o monopólio que existia nas mãos dos meios convencionais não fará mais parte do jornalismo brasileiro.
Ricardo Noblat é sem dúvida exemplo vivo de que a internet permite a descentralização da informação, já que através de seu Blog conseguiu furos que nenhuma outra grande mídia conseguiu e a partir daí revolucionou a forma de falar de política no jornalismo brasileiro.
Outro assunto importante foi a necessidade do diploma para atuar com Jornalista e na opinião do Jornalista Ricardo Noblat, não.